Our Brands - Não podes ignorar! Simplesmente não podes

12:30

Ontem estava mais uma vez a falar sozinha, assim numa espécie de discurso sobre este mundo doido em que vivemos, e claro está que o tema era moda.



E dou por mim a pensar na indústria têxtil, tão presente nesta zona norte do país. Como sabem e se não sabem leiam a minha biografia aqui, estou indiretamente ligada à indústria que vos falo desde que existo. E quando digo que é desde que existo, é mesmo desde que existo dentro da barriga da minha mãe (quando os bebés ainda nasciam porque o papá punha uma semente na barriga da mamã, pelo menos foi isso que me contaram na altura). Reza a lenda até que a minha mãe gravidérrima de 42 semanas (é eu sei, devia ter saído um nadinha antes) ainda estava a trabalhar, pelo que eu tive que nascer à noite, vida dura a minha.



Ora, não fugindo ao tema, dou por mim a discursar para o meu tico e teco e percebo o quão erradas estão as coisas (epifania, que nunca aconteceu a ninguém tenho a certeza) e não é que nós, pessoas politicamente corretas, sempre defensoras dos pobres e oprimidos, protetoras dos animais e de tudo o que manda a praxe (não aquela que oprime os pobres caloiros, obviamente) andamos aí a compactuar com aquilo a que se chama de exploração que o mercado em massa faz com as pequenas indústrias têxteis, quer sejam nacionais, quer sejam internacionais.

Já sabemos que se não for na Europa, que já nem conta muito como exploração. É tipo os atentados terroristas, se forem no Médio Oriente não contam para as estatísticas (quase como se ao passar as fronteiras as vidas valessem menos), mas pronto. Estou a falar das grandes marcas internacionais, que exploram as pessoas para terem preços fantásticos. 






Ora, se nós, criaturinhas do Senhor, cheias de boas intenções (até ao momento em que vemos uma T-shirt da Primark a 2€) não respeitamos a vida quem vai respeitar? Se nós não tentarmos saber as políticas das marcas que usamos, a forma como as peças são feitas e a que custo então quem vai fazê-lo. Somos uns sortudos por viver num sítio onde o trabalho é remunerado e não estou a falar de um prato de arroz no final do dia. Estou a falar de vivermos num sítio onde temos direitos (muitos ou poucos fica ao vosso critério, mas sei que não são a descansar uma tarde por semana)

#Fotos: Daniela Azevedo
#Camisolas: HUNNY by Andreia Pereira

Fica a dica ;)

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