Kickboxing (MG Team) - Amor ao primeiro treino!

20:39

E foi quase sem saber, assim como quem se apaixona, devagar, sem pressas, sem medo.
Fui parar àquela academia, nas Caxinas, mesmo não sendo o que procurava.



Não podia ter escolhido um "outfit" melhor, acreditem, estava vestida de beje e branco, toda eu loira, "betinha" e sem sal.
E entrei assim, numa figurinha triste, naquilo a que se pode chamar de uma associação de desportos de combate. 
(Não consigo imaginar o que pensaram, quer dizer, se calhar consigo)
E dias depois, estava eu, vestida de cor de rosa, a aprender a dar uns socos num treino quase exclusivamente masculino (sendo que uma grande percentagem dessa população masculina se dá pelo nome de Zé, é estranho, é uma coincidência, mas é verdade)

Só que foi muito mais do que isso, foi amor ao primeiro treino.

Era tudo estranho, as pessoas batiam no saco como lunáticas, faziam barulhos esquisitos e suavam assim ao ponto de surgirem pequenas poças pelo tatame e diz cheirava assim um bocadinho pro mal. 

Quase não havia mulheres, e os calções... Bem os calções são uma looooonga história. Mas são maus. Retenham isso que é suficiente. (Roxo e dourado??? Franjas??? Tecidos brilhantes??? Por favor!!!)

Uma foto publicada por Isabel Silva (@aisamsilva) a


E fui treinando, embrenhando, entranhando, e a cada treino a dificuldade aumentava, o desafio também, e eu viciava.

Vi os primeiros combates dos meus "coleguinhas" e o bichinho foi crescendo. A vontade de combater também. E surgiram mais combates, mais bichinho, mais desafios... 

A exigência do desporto, a disciplina, as regras, e toda a mística envolvente. O saber que teria que treinar mais, mesmo cansada, mesmo com dores, mesmo sem cabeça.

O saber que teria que controlar o peso, ou pior, que teria que revelar o peso! (Quem, neste mundo, pergunta o peso a uma mulher? Já não falo da idade. Não, era de lhes dar um soco e a seguir uma lição de cavalheirismo. Gente sem modos!)

No entanto isto pode assemelhar-se a qualquer desporto, e é aqui que entra a diferença desta experiência. A equipa, a minha equipa!




Chamar-lhe apenas equipa é muito pouco. A MG Team é uma família (desregulada, é certo, mas uma família) e foi exatamente isso que me prendeu ali.
Não me trataram como uma princesinha (nem como uma barbie), trataram-me como igual, e era exatamente isso que procurava.
Respeitaram o que eu sabia (ou melhor, o que eu não sabia) e nunca deixaram de me apoiar e de me incentivar.

Se pensam que o Kickboxing é um desporto individual, enganam-se. Quem sobe ao ringue não o faz sozinho, é toda a equipa que ali está! É a equipa que treina, que apoia, que ensina, que corrige, que evolui. É a equipa que está a sofrer por cada golpe. É a equipa que está a festejar cada vitória. E é a equipa que está em cada derrota.

É comum ver esse apoio em cada treino, em cada pormenor. É comum ver esse ambiente de companheirismo, essa partilha de conhecimentos diária. É comum ver esse mesmo apoio nos combates! A equipa está sempre lá.

E esta equipa é mais do que especial, muito graças ao seu fundador o Mestre Marcos Gonçalves, que é assim uma espécie de professor, massagista, terapeuta, treinador, atleta, líder, amigo e uma pessoa assim para lá de fixe (e que também se dá pelo nome de Zé, que coisa esquisita!).

E foi graças a esta família que consegui atingir os meus objetivos, que consegui fazer o meu primeiro combate e espero fazer os próximos.
O esforço, a disciplina, a dedicação de cada atleta como indivíduo são essenciais, agora experimentem ter uma equipa inteira assim!

#MGTeam

Fotografia de: José Novais
Fotografia de: José Novais
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Fotografia de: José Novais
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