Industry | Mad Dragon Seeker - Portugal Fashion

02:12

Uma coleção de nome "No Middle" que remonta ao passado longínquo para se unir a um futuro também distante, criando uma nova tendência que não admite meias medidas.

O que vimos na passerelle não permite um meio termo. Desenvolvida para pessoas assim mesmo, como me explicou a criadora Alexandrine Cadilhe quem tive o imenso prazer de entrevistar nos bastidores no rescaldo deste fantástico desfile.



Alexandrine explicou-nos que a MDS tem vindo a ter um percurso de mudança e que se tem tornado numa marca muito abrangente. Dedicada a homens e mulheres que procuram um fator diferenciador. Um conceito divergente do "mass market", que tem como objetivo completar estilos individuais enriquecendo essa mesma individualidade.

Uma mistura híbrida, entre passado e futuro, baseada nas últimas tendências tornando-se assim muito atual. Com muita atenção a cada pormenor como refere a criadora "é uma coleção mais personalizada, com pormenores e estampados com mensagens muito significativas. Tudo tem um significado. Nunca fazemos nada na MDS só porque fica bonito, fazemos sempre com um propósito, uma mensagem, uma linguagem."

Alexandrine, reforçou a ideia de que estão a ter uma resposta muito positiva do publico, devido ao fator não só diferenciador, mas também à importância que dão a cada indivíduo, ao respeito pela pessoa.

A MDS é direcionada para jovens adultos, que procuram uma marca 100% portuguesa (da qual se orgulham bastante, e nós também), que procuram qualidade quer no design, no fitting e nas matérias duradouras.

Para terminar a entrevista decidimos pedir à criadora que nos desse o seu ponto de vista quanto ao panorama da moda portuguesa. Explicou-nos que o publico em geral começou a amadurecer os seus gostos, e a procurar algo diferencial. Sobretudo algo fora do "mass market". Esta tendência tem-se vindo a notar ao longo das últimas estações e isso provoca um espaço no mercado para marcas como a MDS.
Referiu também, numa intervenção muito pertinente, que começa a haver uma consciencialização cada vez maior para as condições em que são feitas muitas das peças que enchem os mercados em massa. 
"Obviamente que existirão sempre os grandes grupos, que comandam o mercado, até pela sua valor económico mais baixo, porque são peças feitas longe, em condições de trabalho que eu não aprecio. Todos os seres humanos tem que ser respeitados. O preço final, eu sei que é importante, mas temos que ter consciência de que escolhas influenciam o andamento deste mundo. Ao escolherem uma peça de 5.99 têm que pensar que estão a encorajar o trabalho infantil, estão a encorajar um trabalho que não é digno para um ser humano e portanto não se pode fechar os olhos a isso. Temos que perceber que não se fazem 'omeletes sem ovos' e que se a peça é tão barata não é porque em Portugal estamos a ganhar muito. É sim porque as pessoas têm dignidade no seu trabalho, tem uma casa, enquanto que em muitos desses casos as pessoas trabalham por uma taça de arroz por dia. As pessoas têm que se consciencializar, não podem fechar os olhos a isto. Será que estamos a fazer bem como seres humanos? O que nós não vemos não sentimos, mas temos que começar a sentir"

Outras Publicações

0 comentários

Contactos

Abertura para todo o tipo de parcerias, se estiverem interessados entrem em contacto. Responderemos assim que possível


Clica aqui:

geral@oursecretb.com

Follow on Facebook

Twitter